domingo, 4 de novembro de 2012

A VIAGEM NÃO ACABA NUNCA






                                     
A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Medo


Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo. (EU NÃO TENHO MEDO) mais até cão não ladra por valentia e sim por medo. Porém A esperança é um alimento da nossa alma, ao qual se mistura sempre o veneno do medo.

QUEM SERÁ O DONO DESTE CES1965 ???


Indo para o trabalho hoje, na av.Aricanduva sentido bairro percebi este fusca resolvi fotografar e tenho pensado muito nesta frase, acho que ela tem muito haver com meu dia de hoje 11 de Setembro 2012.

domingo, 12 de agosto de 2012

Eu sou o único responsável pela minha loucura.

Eu sou o único responsável pela minha loucura. Pois, mesmo com a convicção de um não. Piro com a incerteza de um talvez. E na minha loucura sonho com o sim. Eu sou assim do jeito que sou não sei ser diferente, não seria eu e para não ser eu não teria graça alguma.

OBRIGADO MEU PAI

Quando eu nasci, meu pai era um ser que às vezes parecia difícil de lidar. Quando eu cresci um pouquinho reparei que ele era autoridade máxima na minha casa, era uma figura que me ensinava a diferença entre o bem e o mau. Durante minha adolescência era autoridade que me punha limites a meus desejos. Agora que sou adulto, ele se tornou uma figura difícil de esquecer, porem a vida justa ou injusta seja lá como for meu pai já não está mais aqui para me impor limites ou mesmo para vibrar com o filho que ele ensinou a respeitar e reconhecer os valores alheios, independente de todas as coisas tenho certeza que escolhemos nossos pais. Eu escolhi o meu porque eu sabia que ele era integro e poderia ser um espelho de vida. Apesar de suas dificuldades em cuidar de uma família com muitos filhos em tempos,altamente diferente dos de hoje onde as coisas só aconteciam com muito trabalho e responsabilidade. Este homem meu pai limitado pelo pouco estudo ou quase nada de formação educacional ele era religioso e tinha uma fé inabalável em Deus e certamente essa fé, o ajudava a conduzir seus 11 filhos para que todos pudessem ser  pessoas de bem. Meu pai hoje meio que sem muitas recordações nossas juntos até mesmo por eu ser o seu filho mais novo não tive muitas oportunidades de conviver contigo, mas tenho plena certeza que eu fiz a escolha certa e que a sua maneira você foi um pai completo dentro de todos os limites que a vida lhe colocava. Portanto tenho saudades mais muito maior que a saudades é a gratidão que tenho pelo que você representou na minha vida . (OBRIGADO POR TUDO)

domingo, 8 de julho de 2012

"O que mais odeio é gente complicada e preconceituosa, hipocrisia e ser acordado. Nenhuma outra coisa consegue ser pior do que isso".

domingo, 1 de julho de 2012

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real. Desconstruindo Maria, desconstruindo Antonio, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito. Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa. A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé